sábado, 29 de novembro de 2014

Simples análise do sucateamento da mídia brasileira

As notícias não são boas. Parece tão clichê... Certo, a quantidade de pessoas que assistem diariamente aos programas noticiosos da TV aberta, em especial, da TV Globo, confere uma certa "autenticidade" à grade de programação no Brasil.

Senão, vejamos: O Jornal Nacional, ainda que em franca decadência em sua média de telespectadores é, segundo o IBOPE, a principal fonte de informações do grande público. Isso, contando as grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Ao percebermos localidades menores, com menor fluxo populacional, temos a liderança da TV Globo consolidada de forma esmagadora e sem qualquer possibilidade de alteração neste quadro.

Essa audiência inquestionável, prejudica a mídia em geral. Convencer a população de que determinado canal ou programação é a melhor, é tarefa destinada a profissionais competentes do mundo do entretenimento. Isso tudo, considerando o acréscimo de audiência que a TV Paga tem apresentado.

O que confere, portanto a "autenticidade" da programação de baixa qualidade em nosso país?

Esta autenticidade fica nas mãos da única TV que historicamente, conseguiu amealhar profissionais, recursos públicos e influência política suficientes para esmagar, uma a uma, suas concorrentes diretas. A TV Tupi, excelente produtora de novelas, foi sucateada pelos constantes investimentos recebidos pela emissora de Roberto Marinho, que cordialmente se rendeu à sanha de poder, abraçada pela ditadura política brasileira.

A TV Globo, detinha, na década de 80, a média de 80% da audiência em horários nobres, ficando o share restante a ser fatiado (em fatias bem fininhas) às emissoras restantes, a então nascente SBT, Manchete, Record (até então pertencente a Silvio Santos), CNT Gazeta, dentre outras regionais.

Com o bolo publicitário tão mal dividido, ficou fácil estabelecer o projeto de poder para a TV Globo. E esta "autenticidade" da programação, aliada à alienação dos rincões brasileiros através de conteúdo tendencioso e fatídico, tornou nossa mídia escrava do poder político paralelo, que representa apenas os interesses dos poderosos.

Quanto ao conteúdo... isso será tratado no próximo post!

Nenhum comentário:

Postar um comentário